12 de setembro de 2014

esquyna latina

:: segunda edição :: há 50 anos do golpe



Na edição deste ano, trazemos uma reflexão necessária e ausente, até o momento na capital mineira. Como era o movimento teatral durante as ditaduras que assolaram a América Latina? Que textos nasceram neste período? Especificamente, o que aconteceu em Minas Gerais? Para isso, organizamos dois encontros reflexivos e duas leituras de textos dos dramaturgos mineiros, Eid Ribeiro e João das Neves, que vivenciaram esse período e contribuíram para sua discussão crítica através do teatro. Os debates contarão com a presença de críticos, dramaturgos e integrantes dos grupos organizadores que, pela primeira vez, realizarão uma experiência artística conjunta.

A partir da ressurgência do passado, queremos olhar de outra forma o nosso presente e, para isso, essa edição do projeto também conta com uma apresentação de Klássico (com K), espetáculo mais recente do Mayombe Grupo de Teatro.

Encerrando a segunda edição do Esquyna Latina, a companhia argentina Elefante Club Teatro vem pela primeira vez ao Brasil com uma das peças mais relevantes da dramaturgia atual de Buenos Aires: La mujer puerca, com texto do reconhecido dramaturgo e cineasta argentino, Santiago Loza e direção do ator e dramaturgo, Lisandro Rodriguez. 


24 e 25 SET - quarta e quinta 20h - entrada franca

CICLO DE LEITURAS: HÁ 50 ANOS DO GOLPE
Delito Carnal de Eid Ribeiro é uma farsa hiper-realista com humor ácido. A peça trasborda os limites da realidade para expor o que o estado brasileiro de exceção queria impedir que olhássemos e por isso foi censurada. Ao ler um fragmento dessa peça, o Grupo Teatro Invertido e o Mayombe Grupo de Teatro resgatam uma importante obra do teatro brasileiro e colocam novamente em discussão, o triste período da ditadura militar brasileira.
Direção: Sara Rojo
Leitores-atores: Flávia Almeida, Leonardo Lessa, Marina Arthuzzi, Marina Viana e Robson Vieira.

O Último Carro de João das Neves é um texto em que o povo brasileiro é agente e paciente, autor e intérprete de si mesmo. Seu universo é o universo dos subúrbios cariocas, o universo dos que precisam se utilizar diariamente dos trens suburbanos, um universo trágico, regido pelos deuses cegos de um Olimpo sem grandeza. A ZAP 18 ressalta a impressionante atualidade da peça com a leitura de alguns de seus trechos trazendo as questões ainda vividas nos dias de hoje.

Direção: Cida Falabella
Atores: Gustavo Falabella Rocha, Lucas Costa,  Renata Andreia, Thiago Macedo e Alunos da ​O​ficina de ​Capacitação: Aline Batista Coelho,  Bia Morais, Bremmer Guimarães, Eliane Nascimento, Kely Anne, Viviane Cunha, Rodrigo Marques, Maíra Baldaia, ​Susane Meyer​ Portugal e Willian Cristiano​. 
26 SET - sexta 20h - R$ 14

KLÁSSICO (COM K)
MAYOMBE GRUPO DE TEATRO (Belo Horizonte)

Guto Muniz

O espetáculo Klássico (com K) apresenta a trajetória cênica dos personagens Medeia, Antígona, Ulisses e Fausto, em diálogo com a subjetividade dos atores. Na arena-show instaurada em cena, os atores se lançam na arriscada jogada de voltar aos textos clássicos e transitar por questões contemporâneas, políticas, estéticas e filosóficas.

FICHA TÉCNICA
Direção: Sara Rojo
Assistência de direção: Marina Arthuzzi
Dramaturgia: Éder Rodrigues, Didi Villela, Fernando Oliveira, Flávia Almeida e Marina Viana
Elenco: Didi Villela, Fernando Oliveira, Flávia Almeida, Marina Arthuzzi e Marina Viana
Cenografia e cenotécnico: Daniel Herthel
Demiurgo: Marcos Alexandre
Figurino: Mariana Blanco
Iluminação: Marina Arthuzzi
Assistência de iluminação: Jésus Lataliza
Trilha: David Lanski e Juan Rojo
Versão de piano de “Te recuerdo Amanda”, por Sérgio Andrade
Vídeos: Daniel Herthel, Luiz Felipe e Marina Viana
Produção e realização: Mayombe Grupo de Teatro
Foto: Guto Muniz

27 e 28 SET - sábado 20h e domingo 19h - R$ 14

LA MUJER PUERCA 
ELEFANTE CLUB DE TEATRO (Buenos Aires/Argentina)

Nora Lezano

O espetáculo traz uma espécie de jogo cênico desconcertante que reforça a ideia da necessidade de espectadores ativos e participantes. O espetáculo apresenta uma mulher mundana que vive na tentativa de viver para a santidade. Assim, retrata a tragédia da matéria que não é transcendente, o dilema de uma mulher desesperada que tem a necessidade de amar quando tudo ao seu redor é oco e silencioso.

FICHA TÉCNICA
Atuação: Valeria Lois
Texto: Santiago Loza
Direção: Lisandro Rodriguez
Cenografia e Figurino: Lisandro Rodriguez y José Escobar
Iluminação: Matías Sendón
Assistência de Direção: Cammila Gómez Grandoli
Produção: Natalia Fernandéz Acquier e Elefante Club de Teatro

  
EQUIPE ESQUYNA LATINA
Realização: Esquyna Espaço Coletivo Teatral
Apoio: FALE / CENEX – UFMG
Idealização: Grupo Teatro Invertido e Mayombe Grupo de Teatro
Coordenação do Esquyna: Robson Vieira
Coordenação de Planejamento e Comunicação: Leonardo Lessa
Coordenação Financeira: Rita Maia
Coordenação Técnica: Marina Arthuzzi
Produção: Fernando Oliveira e Mariana Blanco
Assessoria de Imprensa: Sosti Reis
Criação Gráfica: Lampejo
Técnico: Sabará Orlan